Coca-Cola e água | Coca-Cola PT

Coca-Cola e água | Coca-Cola PT

Poucos duvidam hoje que a economia do futuro deve ser verde; e cada vez mais as pessoas pedem para aproveitar a recuperação económica pós pandemia para sair da crise com um novo modelo de produção. Mas nesta equação existe outra cor, o azul da água. E o uso responsável deste recurso é essencial para caminharmos em direção a uma economia sustentável, combatendo a mais grave das crises: as mudanças climáticas.

 

É por isso que a Coca-Cola se compromete com a proteção dos recursos hídricos há anos. A água é o principal ingrediente das suas bebidas, mas também é essencial para os ecossistemas e para as comunidades onde opera. Assim, não só trabalha para proteger as fontes de água que utiliza, como também para reduzir o seu consumo no fabrico dos seus produtos e para devolver à natureza a água contida nas suas bebidas através de diversos projetos em áreas de grande valor ecológico.

 

Proteção das fontes de água

 

A primeira coisa que a Coca-Cola faz antes de construir uma fábrica é avaliar o estado dos recursos hídricos do território onde se pretende instalar. Nessa análise, são avaliadas a quantidade e a qualidade da água, bem como os possíveis riscos derivados de fenómenos meteorológicos extremos ou desastres naturais, seguindo uma metodologia própria.

 

Uma vez identificadas as vulnerabilidades, é elaborado um plano específico de proteção dessas fontes de água. O objetivo é garantir a sua disponibilidade para as comunidades locais e garantir a viabilidade das instalações. Por outro lado, todas as fábricas que já estão em operação são constantemente analisadas para ajustar os seus planos de conservação de água, se necessário.

 

Uso eficiente da água no fabrico das bebidas

 

Nos últimos anos, a Companhia melhorou consideravelmente a eficiência no uso da água no processo de fabrico das suas bebidas. Nos últimos anos, a Companhia melhorou consideravelmente a eficiência no uso da água no processo de fabrico das suas bebidas.

Protegidas as fontes de água, os esforços centram-se em fazer uma utilização responsável deste recurso natural, parte fundamental para a Coca-Cola. Aproximadamente 90% de uma Coca‑Cola é água. Além da água que é misturada com o xarope para criar a bebida, deve-se ter em mente que a água também é utilizada no processo de fabrico. Em 2010, a empresa usou 2,17 litros de água para cada litro de bebida que fabricou, incluindo a água contida na garrafa. Hoje, esse rácio foi reduzido para 1,59 litros, e se a meta para 2020 era melhorar a eficiência do uso da água em 20% comparativamente com 2010, essa meta foi alcançada. Entre 2010 e 2019, a Coca-Cola em Portugal conseguiu reduzir o consumo de água nos seus processos de produção em 28,8%.

 

Mas, além da água que a própria bebida contém, qual é a finalidade da restante?

 

Primeiro, serve para lavar as embalagens. As garrafas de vidro dos bares, cafés e hotéis são retornáveis, para que possam ser utilizadas dezenas de vezes. Para isso, é fundamental deixá-las completamente limpas. Este processo é realizado em grandes máquinas, onde a água e o detergente de alta temperatura tornam-na adequada para receber novamente a bebida. Claro está que todas as embalagens sem exceção passam primeiro por uma inspeção eletrónica para não haver dúvidas quanto à sua perfeita higienização. Essas máquinas de lavar são enormes e foram projetadas já há alguns anos, de modo que foi sendo necessário realizar alguns ajustes, como nos injetores, para conseguir uma redução significativa no consumo de água.

 

No entanto, as embalagens não retornáveis, como as latas ou as garrafas PET, também são lavadas antes de receberem a bebida, embora este processo requeira muito menos água. As garrafas são moldadas pelo sopro na própria fábrica, substituindo o consumo de água pelo ar para limpá-las, ao passo que a pré-forma já vem limpa do fornecedor. No entanto, são lavadas e, uma vez que a água utilizada neste procedimento tem uma boa qualidade, com um breve tratamento é utilizada novamente noutros processos.

 

Precisamente, a reutilização de água, juntamente com a melhoria dos processos de lavagem das embalagens, são as duas principais formas que a Coca‑Cola utiliza para reduzir o consumo de água na produção de bebidas.

 

A água é também utilizada para os processos de pasteurização que requerem algumas bebidas, como sumos, Aquarius ou Nestea. Neste caso, é utilizada em altas temperaturas para garantir a qualidade da bebida.

 

Por outro lado, a fábrica da Coca‑Cola usa a água para outras tarefas de higiene, como a limpeza das linhas de embalagem e os locais onde os xaropes são produzidos. Tratando-se de uma indústria alimentar, este processo deve ser rigorosamente higiénico e controlado.

 

De onde provém a água que a Coca-Cola utiliza?

 

A água mineral Aquabona provém da fonte de Fontoira, em Lugo. A água mineral Aquabona provém da fonte de Fontoira, em Lugo.

A água da fábrica da Coca‑Cola geralmente provém da rede municipal de água potável pública. Somente algumas fábricas a obtêm dos aquíferos. É claro que, em todos os casos, a água é tratada para garantir a mesma qualidade e características físico-químicas.

 

Quanto à água mineral Aquabona, a mesma nasce na fonte de Fontoira (Lugo), cujas águas são de mineralização fraca e com baixo teor de sódio.

 

A Coca‑Cola dá grande importância à proteção desses aquíferos e tem programas hidrogeológicos completos destinados a preservar a própria nascente, assegurando a sua regeneração e, ao mesmo tempo, garantindo a qualidade da água que engarrafa.

 

O compromisso da Coca-Cola com a água

 

Como vimos antes, a Coca-Cola em Portugal utiliza 1,59 litros de água para produzir um litro de bebida. Desses, um litro vai para a bebida como ingrediente e os outros 0,59 são utilizados nos processos de limpeza das embalagens e das instalações.

 

A parte da água utilizada para a higiene e manutenção é devolvida logo após a purificação. Em alguns casos, é levada para estações de tratamento municipais, onde se junta com o resto da água consumida pela localidade e, após limpa, é devolvida ao rio ou mar. Noutros casos, é descarregada diretamente num canal natural. Nesse caso, a água, para além de ser purificada, é tratada para garantir que pode albergar a vida aquática, garantido que é totalmente seguro misturá-la com o resto do habitat natural.

 

Quanto à água que vai para a própria bebida, a Coca‑Cola propôs-se em 2010 a devolver à natureza e às comunidades nas quais opera 100% da água contida nas suas bebidas até 2020.

 

Em 2015, cinco anos antes do previsto, a empresa conseguiu atingir esse objetivo a nível global, tornando-se a primeira empresa da lista Fortune a atingir uma meta de reabastecimento de água tão relevante. A nível local, em 2019, a Coca‑Cola Iberia devolveu 3.782 milhões de litros de água à natureza, 120% da água contida em bebidas vendidas em Espanha e Portugal.

 

Mas como é possível substituir cada gota de água que entra nas embalagens? A Coca‑Cola fá-lo através de diferentes programas para a recuperação de espaços naturais de grande valor ecológico, em colaboração com ONGs, universidades, institutos tecnológicos, órgãos públicos e outros especialistas em conservação da água.

 

O projeto Plantar Água procura recuperar parte da floresta mediterrânica devastada pelo fogo na Serra do Caldeirão, melhorando a qualidade e disponibilidade de água. O projeto Plantar Água procura recuperar parte da floresta mediterrânica devastada pelo fogo na Serra do Caldeirão, melhorando a qualidade e disponibilidade de água.

Um deles é o projeto Plantar Água, que a Coca‑Cola desenvolve com a ANP/WWF no Algarve. O objetivo é recuperar parte da floresta mediterrânica que foi devastada pelo grande incêndio de Catraia de 2012, no coração da Serra do Caldeirão. Para isso, serão plantadas mais de 50.000 árvores e arbustos até 2022.

 

Com a regeneração da flora nativa, espera-se melhorar a qualidade e disponibilidade da água. Nesse sentido, a previsão é recuperar entre 200 e 250 milhões de litros de água para afluentes e reservatórios. Adicionalmente, a melhoria destes habitats irá promover a indústria local ligada à floresta, como a produção de cortiça, que é obtida a partir da casca do sobreiro mediterrânico, bem como o turismo rural.

 

O projeto, com uma abordagem abrangente, inclui ações para sensibilizar os proprietários florestais sobre o potencial desse tipo de experiência, bem como as populações rurais sobre o seu papel ativo na preservação da floresta. Também espera servir de exemplo para que a iniciativa possa ser replicada em outros lugares com necessidades semelhantes.

 

Última atualização: 07/04/2021