Conhece o ABC dos edulcorantes

“Nos últimos anos, houve um aumento constante e significativo da procura por parte dos consumidores de produtos com baixas calorias. Como resultado, há um crescente interesse entre os profissionais de saúde e o público em geral para ter mais informação sobre os adoçantes de baixas calorias”. A recente atualização da monografia “Adoçantes de baixas calorias: papel e benefícios” da Associação Internacional de Adoçantes (ISA) foi desenvolvida para oferecer dados concretos devidamente verificados sobre este tipo de adoçantes. “O seu conteúdo está baseado na evidência científica disponível”, e foi desenvolvido com a colaboração de um grupo de “cientistas e médicos que realizaram um grande trabalho de investigação em áreas de conhecimento da toxicidade, epidemiologia, apetite e saciedade, e gestão e controlo de peso para os adoçantes de baixas calorias”.

“Os adoçantes de baixas calorias são utilizados numa variedade de produtos alimentares e bebidas, incluindo refrigerantes, pastilhas elásticas, confeitaria, sobremesas congeladas, iogurtes, sobremesas instantâneas e pudins. Eles também são amplamente utilizados nos cuidados de saúde, conferindo a muitos medicamentos um sabor mais agradável”.

“Todos os adoçantes de baixas calorias utilizados atualmente na produção de alimentos na Europa foram submetidos a testes rigorosos de segurança”. “O processo regulatório para adoçantes de baixas calorias é muito exaustivo e objetivo, e obter aprovação de um novo adoçante de baixas calorias é geralmente moroso, trabalhoso e dispendioso, através de um rigoroso processo de aprovação, que geralmente demora entre 10 a 20 anos”.

As entidades reguladoras

“A aprovação da regulamentação dos adoçantes de baixas calorias na UE é elaborada pela Comissão Europeia com base no parecer científico da Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA). O painel de peritos da EFSA que trata da segurança dos adoçantes é o Painel ANS da EFSA (Painel Científico dos aditivos alimentares e fontes de nutrientes adicionados a géneros alimentícios da EFSA), um painel independente composto por membros nomeados com base em excelentes capacidades científicas comprovadas”. “A nível mundial, esta responsabilidade pertence ao Comité Misto FAO-OMS de Peritos em Aditivos Alimentares (JECFA)”.

Adoçantes sem ou de baixas calorias atualmente autorizados para utilização na UE

Como é que os adoçantes sem ou de baixas calorias são aprovados?

“A autorização e as condições de utilização de um adoçante de baixas calorias, como qualquer outro aditivo alimentar, são harmonizadas a nível da UE”. "Os requerentes (por exemplo, fabricantes de ingredientes) só podem submeter a aprovação um adoçante de baixas calorias depois de terem sido concluídos testes de segurança extensivos e de terem sido fornecidas provas sobre a segurança e utilidade do produto. O requerimento faculta detalhes técnicos sobre o produto e dados abrangentes obtidos em estudos de segurança”.

Os dados de segurança são examinados pela EFSA. “A qualquer momento, as perguntas levantadas pela EFSA devem ser respondidas pelo requerente. Às vezes, isso pode exigir estudos adicionais. Concluir e analisar os estudos de segurança pode levar até 10 anos. Na sequência da publicação de um parecer científico da EFSA, a Comissão Europeia elabora uma proposta de autorização de utilização do adoçante de baixas calorias em produtos alimentares e bebidas disponíveis nos países da União Europeia. Depois de seguir todos os procedimentos exigidos, e apenas se os reguladores estiverem plenamente convencidos de que o produto é seguro, é que a autorização será concedida. Isto significa que todos os adoçantes de baixas calorias disponíveis no mercado da UE são seguros para o consumo humano”.

Adoçantes sem ou de baixas calorias na gestão e controlo de peso

De acordo com a monografia da ISA, “a maioria dos estudos que investigam o papel dos adoçantes de baixas calorias na gestão e controlo de peso demonstraram que a substituição de alimentos e bebidas na dieta por versões light ou zero, enquanto parte integrante de um programa de dieta de calorias controladas, pode resultar numa redução da ingestão calórica global”. Além disso, “os adoçantes de baixas calorias oferecem às pessoas com diabetes escolhas alimentares mais amplas, proporcionando o prazer do sabor doce sem aumentar a glicose no sangue”.

Regulation (EC) No 1333/2008 of the European Parliament and of the Council by establishing a Union list of food additives Text with EEA relevance. Official Journal of the European Union, 2011;L295:1-177 e suas subsequentes alterações.

European Commission. Regulation (EU) 2016/479 of 1 April 2016 amending Annex II to Regulation (EC) No 1333/2008 of the European Parliament and of the Council as regards the use of steviol glycosides (E 960) as a sweetener in certain energy-reduced or with no added sugars beverages (Text with EEA relevance). Official Journal of the European Union, 2016;L87:1-3.

International Sweeteners Association. Low calorie sweeteners: Role and benefits. 2016