A Associação Internacional de Adoçantes (ISA na sua sigla em inglês) publicou recentemente o documento “Adoçantes de baixas calorias: Papel e Benefícios. Um guia para a ciência dos adoçantes de baixas calorias”. Esta monografia oferece uma visão geral sobre o papel dos adoçantes de baixas calorias na alimentação no contexto de redução de açúcar, a sua aprovação e uso em alimentos e bebidas.

Tal como referido, “as autoridades de saúde pública estão a incentivar os produtores de alimentos e bebidas a substituir os açúcares e a reduzir as calorias como parte dos seus objetivos de reformulação”. Neste sentido, os adoçantes sem ou de baixas calorias apresentam-se como “uma ferramenta útil para a criação dos ditos produtos, já que podem facilitar reduções substanciais na ingestão de açúcares e ajudar a reduzir a energia quando utilizados no lugar de ingredientes mais energéticos”.

Para além disto, os adoçantes sem ou de baixas calorias estão “claramente identificados nas embalagens dos alimentos e bebidas que os contêm”. Na Europa, de acordo com o Regulamento (UE) 1169/2011, a presença de adoçantes sem ou de baixas calorias deve constar no rótulo em duplicado. “Na lista de ingredientes deve estar incluído o nome do adoçante de baixas calorias ou o seu número ‘E’ correspondente, e deve indicar-se claramente na rotulagem a declaração ‘contém adoçante(s)’ ou ‘contém edulcorantes’ junto ao nome do alimento ou bebida”.

Referências:

International Sweeteners Association (ISA). Low Calorie Sweeteners: Role and Benefits. A guide to the science of low calorie sweeteners. 2019.

União Europeia. Regulamento (UE) 1169/2011 do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de outubro de 2011, relativo à prestação de informação aos consumidores sobre os géneros alimentícios. Jornal Oficial da União Europeia, 2011:L304;18:63 e suas sucessivas alterações.