A Fundação Ibero-americana de Nutrição (FINUT) organizou recentemente um seminário online sobre os adoçantes sem ou de baixas calorias – Webinar FINUT Edulcorantes 2019 -, no qual especialistas destacados realizaram várias exposições em torno de temas como ‘O sabor doce através do ciclo vital’, ‘Perceção do sabor doce e determinação do poder adoçante’, ‘Conceito e classificação dos adoçantes’, ‘Os adoçantes na prevenção e controlo das doenças crónicas’ ou ‘Adoçantes e microbiota’, entre outros.

Durante o encontro, os especialistas afirmaram que embora em algumas ocasiões indivíduos possam apresentar dúvidas sobre a segurança dos adoçantes sem ou com baixas calorias, todos aqueles que se encontram aprovados pelas entidades reguladoras para o seu uso em alimentos e bebidas são seguros e podem ser consumidos por toda a população sem preocupação, sempre que sejam parte de uma alimentação variada, moderada e equilibrada e dentro dos valores de Dose Diária Admissível (DDA), à exceção de crianças menores de 12 meses e no caso muito específico de alguma doença especial, como as pessoas com fenilcetonúria.

“Os adoçantes, como o resto dos aditivos alimentares, estão sujeitos a um controlo de segurança rigoroso pelos diferentes organismos responsáveis pela Segurança Alimentar. Assim, os adoçantes autorizados tanto pela Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos (EFSA) como pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e outras instituições internacionais, a partir das avaliações e aprovações do Comité Misto FAO / OMS de Especialistas em Aditivos Alimentares (JECFA) e a Agência Internacional para a Investigação do Cancro (IARC), são seguros para uso dentro dos níveis da Dose Diária Admissível (DDA)” explica a FINUT.

A DDA representa a quantidade de um aditivo, neste caso um adoçante, que se pode consumir por dia de acordo o peso corporal de cada individuo sem que haja um risco considerável para a saúde, segundo os conhecimentos disponíveis até ao momento da realização da avaliação.  O teste é particularmente seguro, já que se considera a dose sem efeitos adversos observáveis e se multiplica por 100, ou seja, a quantidade máxima recomendada é cem vezes menor à que tecnicamente não produz efeitos adversos.

Por tudo isso, “os adoçantes sem ou de baixas calorias não representam dano para a saúde nem predispõem a um aumento do peso. E mais, estes podem ser usados como ferramentas para o controlo do peso corporal quando usados para substituir o açúcar” de acordo com a FINUT. “A preferência pelo doce como opção sensorial gustativa foi considerada inata. Para além disso, é considerado universal e verificou-se em todas as crianças no mundo”. Por outro lado, continua “a perceção gustativa diminui com a idade, é um processo genérico que ocorre em todos os indivíduos”. Esta preferência pelo doce, determinante na hora da escolha e ingestão de alimentos, faz com que os adoçantes sem ou de baixas calorias sejam considerados de grande interesse já que “são substitutos dos açúcares que conseguem o seu sabor doce, mas que têm um impacto nulo ou escasso sobre a ingestão energética diária”.

Referências:

Ángel Gil. Edulcorantes y microbiota. Webinar FINUT Memoria del Evento. 2019.

Emilio Martínez de Vitoria. El sabor dulce a través del ciclo vital. Webinar FINUT Memoria del Evento. 2019.

Fundación Iberoamericana de Nutrición. Webinar FINUT "Edulcorantes". 2019 [consultado em 29 maio 2019]
Disponível em: https://gcms.finut.org/video/5cb70db5487d0f132f8b456e