Quando o futebolista sueco, Jimmy Durmaz, foi alvo de centenas de insultos na sua conta do Instagram, alguns deles racistas, por causa de uma falta que cometeu em campo e que permitiu à equipa alemã derrotar a Suécia no Mundial de 2018, a Coca-Cola, na Suécia, decidiu juntar-se a centenas de pessoas que saíram em defesa do atleta.

O jogador do Toulouse, que entrou em campo a um quarto de hora do final da partida, derrubou o jogador alemão, Timo Werner, à entrada da área. Toni Kroos marcou o livre, a bola entrou e a Alemanha ganhou o jogo.

"Sempre recebi comentários de ódio nas minhas redes sociais, não há problema que continuem a fazê-lo. Quando se sofre a vida toda com este tipo de comentários ficamos habituados, não me importo. Estou aqui e orgulho-me de representar o meu país", disse o jogador sueco, filho de pais assírios originários da Turquia.

Os insultos a Durmaz - além de ameaças de morte a ele e à sua família – provocaram também inúmeros comentários de apoio ao jogador nas redes sociais, como o apoio manifestado por vários dos seus companheiros de equipa, com as hashtags #backadurmaz e #viärsverige ("Somos a Suécia"), o lema da seleção de futebol sueca.

A Coca-Cola na Suécia, que tinha já lançado latas especiais para o Mundial 2018 com seis jogadores da seleção nacional nas embalagens, incluindo Jimmy Durmaz, decidiu dar um passo à frente e inspirando-se numa mensagem de um fã do jogador, substituiu o "zero açúcar" pela expressão "zero racismo".

Seguindo o seu exemplo, a marca lançou latas de Coca-Cola sem açúcar, em que substituiu a informação descritiva da variedade na embalagem pela mensagem "zero racismo", um gesto que acabou por desempenhar um papel fundamental na campanha viral #backadurmaz.

Ao mesmo tempo, Shanga Aziz, fundador da organização Locker Room Talk, que luta contra os comentários sexistas e racistas que são expressados nos balneários utilizados por inúmeros jovens que praticam desporto, e da qual o próprio atleta sueco é embaixador, pediu uma onda de apoio para Jimmy Durmaz.

"Vendo todo o amor que Durmaz recebeu após o jogo, decidimos fazer algo", disse Aziz. "Dado que muitas pessoas estão comprometidas e divulgaram a hashtag #backadurmaz nas redes sociais, achamos que talvez todas essas pessoas gostariam de se juntar a nós num protesto contra o racismo".

O fundador da organização acabou por receber autorização, por parte das autoridades, para formalizar a manifestação e milhares de pessoas juntaram-se a ele para protestar contra o racismo.

Um dos momentos do protesto contra o racismo, organizado pelo Locker Room Talk, na Suécia.

A Coca-Cola distribuiu também gratuitamente "Coca-Cola Zero Racismo" entre os participantes da manifestação.

Durante o protesto os participantes desfrutaram de uma Coca-Cola sem açúcar e com "zero racismo".

Durante o protesto os participantes desfrutaram de uma Coca-Cola sem açúcar e com "zero racismo".

Este artigo é uma adaptação da publicação em Coca-Cola Journey Reino Unido