Na The Coca-Cola Company continuamos a evoluir para nos tornar numa companhia de bebidas completa. Isso significa que vendemos muito mais do que Coca-Cola. Com a aquisição da Costa Limited, com sede no Reino Unido e presente em grande parte da Europa, África, Médio Oriente e Ásia, demos um passo importante rumo a esse objetivo.

Mas, porquê a Costa? Porquê agora?

Comecemos pela pergunta mais simples, que é o porquê agora. A resposta é igualmente simples: porque nos ajuda a entrarmos no mercado das bebidas quentes. Com 6% anual, o café é uma das categorias de bebidas com maior crescimento no mundo. É também uma categoria mais ampla, que abrange desde máquinas de venda automática a cafés, de café em grão a cápsulas de café instantâneo.

Em resumo, o café é um grande negócio com muitos formatos, mas também é um mercado muito fragmentado. Não existe nenhuma companhia no mundo com uma posição dominante em todo o mercado de café. E isso inclui a Coca-Cola. Temos grandes marcas em categorias como os cafés prontos a tomar (Georgia no Japão ou Honest em Espanha) mas necessitamos de um amplo portfólio global.

Hoje em dia, com o crescimento do café e das bebidas quentes, é mais importante do que nunca que a Coca-Cola invista nesta categoria porque é o passo correto para oferecer aos nossos consumidores mais bebidas que se adaptam aos seus gostos e ao seu estilo de vida.


Então, porquê a Costa?

Porque a Costa encaixa-se perfeitamente no nosso desejo de incorporar uma plataforma global de café que complemente a nossa oferta atual.

Utilizei a palavra “plataforma” e não simplesmente “marca” por uma razão muito importante: Costa é muito mais do que uma marca, que a sua cadeia de cafés ou as suas máquinas de venda automática.

Uma plataforma são todas essas coisas e muito mais. A Costa possui uma grande cadeia de fornecedores, é uma torrefação de café de primeira categoria, tem uma grande rede de cafés e um grande sistema de máquinas de venda automática. Também tem uma forte presença em muitos países e em muitos canais de distribuição chave no mercado do café.

E, para além de tudo, é uma grande marca. Assim, com a aquisição da Costa, a Coca-Cola terá uma maior presença em todo o mundo.

Finalmente, não queria deixar de comentar um par de aspetos interessantes. A rede de cafés da Costa, por exemplo, é importante para as vendas mas também são cruciais para criar uma marca que tenha êxito mais além, como em canais de consumo imediato. Por exemplo, a Costa tem um sistema de venda automática de café chamado Costa Express com 8 mil máquinas já instaladas que têm um grande potencial de expansão.

A Costa também oferece café moído e em grão de grande qualidade para restaurantes e cafetarias. A Coca-Cola, por seu turno, tem uma grande presença nestes canais, pelo que existe a possibilidade de expandir essa área de negócio e oferecer esse café aos nossos clientes e, porque não, também para consumo em casa.

Por último, a Costa abre grandes oportunidades no mercado de bebidas prontas a beber. A Coca-Cola já oferece café pronto para consumir em alguns mercados mas a marca Costa tem o potencial para expandir este tipo de bebidas a muitos mais mercados.

James Quincey
James Quincey é presidente e CEO da The Coca-Cola Company.

A Coca-Cola e a Costa são dois negócios complementares. A Costa oferece-nos grandes oportunidades no mercado de café e acredito firmemente que juntos podemos ser melhores. Comprámos a Costa para fazer crescer o negócio e alimentar a nossa presença na categoria.

Simultaneamente, é muito importante que deixemos que a Costa continue a ser a Costa. Para isso, utilizaremos o nosso modelo vencedor “ligados-mas-não-integrados”. A Costa é um modelo de negócio muito diferente e queremos que os seus colaboradores – desde os executivos até aos barristas – tenham claro que respeitamos e valorizamos a sua experiência e conhecimento.

São tempos de mudança na nossa indústria. Estou entusiasmado com a aquisição da Costa porque pode ajudar a Coca-Cola a tornar-se ainda melhor. Juntos, a Coca-Cola e a Costa darão outro grande passo para nos convertemos numa companhia de bebidas completa.

James Quincey é presidente e CEO da The Coca-Cola Company

Este artigo é uma adaptação de Coca-Cola Journey Global.