O respeito pelos direitos humanos e dos trabalhadores é parte intrínseca da Companhia Coca-Cola e guia das suas interações com os seus sócios engarrafadores, fornecedores, clientes, consumidores, funcionários e com as comunidades em que opera.

Para cumprir esta responsabilidade nos mais de 200 países e territórios em que está presente, é muito importante que a Companhia Coca-Cola compreenda e seja transparente sobre o seu impacto na vida das pessoas e nas comunidades. Fazer isso é parte integrante da licença social da Coca-Cola para operar, sendo essencial para o seu sucesso enquanto Companhia.

Agora, a Coca-Cola dá mais um passo neste sentido e publica o seu primeiro relatório de desempenho em direitos humanos.

O documento, elaborado por um auditor independente e alinhado com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, partilha a forma como a Companhia identificou e abordou os riscos proeminentes na área dos direitos humanos. Também comunica os resultados principais realizados durante o período do relatório.

Conversámos com o diretor de Global Workplace Rights da Companhia Coca-Cola, Brent Wilton, sobre este documento e o seu alcance, que complementa o Relatório de Sustentabilidade recentemente publicado. 

O diretor de Global Workplace Rights da Companhia Coca-Cola, Brent Wilton.
O diretor de Global Workplace Rights da Companhia Coca-Cola, Brent Wilton, enquanto conversava com a equipa de Coca-Cola Journey Global.

Por que razão a Companhia Coca-Cola publica um Relatório sobre Direitos Humanos?

O respeito pelos direitos humanos é fundamental para o nosso compromisso com a sustentabilidade e com as comunidades em que atuamos. A nossa abordagem para esta questão amadureceu ao longo das décadas, assim como as expetativas dos nossos stakeholders.

Analisamos continuamente o impacto do Sistema Coca-Cola (a Companhia e os seus parceiros de engarrafamento em todo o mundo) no campo dos direitos humanos e é algo que partilhamos de forma transparente e significativa. A publicação do nosso primeiro Relatório sobre Direitos Humanos é um passo fundamental nesta jornada.

É importante que as Companhias alinhem esse tipo de relatório com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos?

Para a Companhia Coca-Cola, é. Esses Princípios Orientadores, que a Companhia apoiou publicamente desde a sua aprovação em 2011, constituem a base das nossas políticas e programas de direitos humanos. O Quadro de Princípios Orientadores das Nações Unidas, criado em 2015, é o primeiro guia abrangente para as empresas a informar sobre essas questões. Fornece uma maneira útil de comunicar o seu impacto de forma completa e transparente.

Em que medidas o Relatório de Direitos Humanos difere do Relatório de Sustentabilidade?

Embora tenhamos reportado acerca do nosso progresso nos direitos humanos através do site corporativo da Companhia Coca-Cola e dos nossos Relatórios de Sustentabilidade, a verdade é que este novo documento oferece uma imagem mais completa do nosso compromisso de direitos humanos e o nosso impacto sobre as pessoas e as comunidades nos territórios em que estamos presentes.

Pela primeira vez, difundimos e analisamos publicamente os 13 principais temas de direitos humanos associados à atividade comercial e às relações comerciais da Companhia Coca-Cola. Estes têm que ver com a segurança e a saúde dos trabalhadores, a igualdade, o trabalho infantil, o trabalho forçado o direito à privacidade, entre outros.

O diretor de Global Workplace Rights da Companhia Coca-Cola, Brent Wilton.
O primeiro relatório de desempenho em direitos humanos da Coca-Cola está alinhado com os Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos

Como identificaram os 13 temas principais de direitos humanos da Coca-Cola?

Através de um extenso processo de consulta interna e externa. Internamente, consultámos os nossos próprios líderes empresariais, principais sócios engarrafadores e fornecedores de todo o mundo. Externamente, foram recrutadas 63 pessoas representativas de 57 organizações da sociedade civil. Os nossos stakeholders e especialistas também participaram no Brasil, China, Europa, Índia, Japão, África do Sul e Estados Unidos.

Todo este processo de consulta confirmou-nos que grande parte da nossa abordagem aos direitos humanos é apropriada, reafirmando-nos a avançar de forma mais estratégica.

Que ação está a Companhia a desenvolver para abordar as questões relacionadas com os direitos humanos?

Através das nossas mais de 2.500 auditorias anuais, verificamos o nível de conformidade dos direitos humanos pela Companhia, engarrafadores e fornecedores. Este entendimento, aliado à boa gestão de riscos e à devida diligência, permite-nos enfrentar esses desafios.

Quais são os principais problemas emergentes que a Companhia Coca-Cola deve responder?

Neste primeiro relatório, identificámos que as áreas que requerem maior atenção são: remediar o impacto negativo sobre os trabalhadores na nossa cadeia de suprimentos; a proteção dos defensores dos direitos humanos; a necessidade de maior precisão na coleta de dados; e a integração dos Princípios Orientadores da ONU na nossa cadeia de suprimentos.

Durante 28 anos e nos anos seguintes, vamos tentar abordar essas questões e informar sobre as nossas conquistas. Numa área tão complexa e em mudança como os direitos humanos, haverá sempre algo a fazer.

Porque é que a Companhia Coca-Cola atualiza a sua Política de Direitos Humanos?

A nossa licença social para operar depende da nossa capacidade de identificar, prevenir e mitigar as consequências adversas das nossas atividades e relacionamentos comerciais. É por isso que continuaremos a monitorar e atualizar as nossas políticas de direitos humanos tanto quanto for necessário.

Quando apresentamos a nossa Política de Direitos Humanos atualizada em dezembro, faremos um grande esforço para divulgá-la em todo o nosso Sistema, pois, reflete os nossos valores enquanto Companhia e expressa quem somos.

Continuamos focados no desenvolvimento de programas de direitos humanos que incorporem responsabilidade, transparência e ajudam a garantir um impacto positivo para funcionários, clientes, consumidores e comunidades onde operamos, contribuindo assim para o crescimento do negócio.

Este artigo é uma adaptação do publicado em Coca-Cola Journey Global