Coca-Cola revolucionou o panorama das embalagens sustentáveis em 2009 com o lançamento da PlantBottle, a primeira garrafa PET 100% reciclável, feita com 30% de materiais vegetais a partir de um subproduto do processamento de cana de açúcar.

Foram várias as marcas do Grupo, desde a água Dasani até a Coca-Cola, até o chá gelado pronto-para-beber da Gold Peak, que encontraram na PlantBottle uma alternativa às embalagens tradicionais. Atualmente, estas opções sustentáveis representam 30% do volume de embalagens da empresa na América do Norte e 7% em todo o mundo. No nosso país, as embalagens dos dois últimos lançamentos da Coca-Cola em Espanha, a AdeS, uma variedade de bebidas vegetais e a Honest, uma linha de chás e café orgânicos prontos para beber, são PlantBottle.

Com a substituição de até 30% do óleo usado na fabricação de garrafas plásticas PET pela cana-de-açúcar e outros resíduos vegetais, a PlantBottle evitou, desde 2009, emissões de CO2 equivalentes a retirar cerca de um milhão de carros das estradas.

A partir do lançamento da PlantBottle, a Coca-Cola permitiu que outras empresas, não pertencentes à indústria de bebidas, apresentassem esta inovação nos seus produtos, como é o caso da Ford, nos estofos do Ford Fusion, e da Heinz, nas suas embalagens de Ketchup. Contudo, no final de 2018, o CEO da Coca-Cola, James Quincey, num artigo publicado na edição on-line do The Washington Post, anunciou os planos da empresa, visando a expansão do à propriedade intelectual da empresa, da Tecnologia PlantBottle, incluindo as marcas concorrentes no mercado.

“Precisamos de mais empresas para aplicar esta tecnologia, de modo a alcançarmos o impacto que sabemos que podemos ter”, escreveu Quincey. “Não se trata apenas de PlantBottle, passa, essencialmente, por mudar as nossas mentalidades – não podemos permitir que alguém mantenha boas ideias apenas para si, quando estas nos podem ajudar a proteger o planeta.”

Atualmente, apenas um número limitado de fornecedores produz o tipo de biomaterial que é usado para fabricar as PlantBottles, o que adiciona complexidade e custos elevados ao processo de produção. Ao incentivar um maior uso de bioPET por empresas dentro e fora da indústria de bebidas, A Coca-Cola espera que a escala do negócio aumente e, portanto, reduza os preços.

"A expansão do acesso à propriedade intelectual de PlantBottle está alinhada com a nossa visão: Um mundo sem resíduos, e com o nosso objetivo de usar polímeros derivados de recursos naturais renováveis", disse Scott Pearson, Diretor Sénior de Iovação Global em P&D da Coca-Cola. “Trata-se de impulsionar a economia circular e usar e reutilizar os nossos recursos com mais eficiência.” No que diz respeito aos plásticos, parte disso significa usar matérias-primas renováveis ao invés de matérias baseadas em combustíveis fósseis.

A Coca-Cola também se encontra num processo de inovação relativamente às tecnologias de bioplásticos visando um aumento da oferta global de biomateriais que podem ser utilizados nas garrafas PET; Investe em tenologia para utilizar mais material reciclado nas suas embalagens, tornando-as mais leves e fáceis de reciclar. Além disso, o Grupo encontra-se a distribuir contentores de reciclagem, criando centros de recolha, promovendo assim a reciclagem nas comunidades locais, tal como em todo o mundo.

Este artigo é uma adaptação do publicado em Coca-Cola Journey Global