“O mundo seria melhor se fossem atribuídas mais oportunidades às mulheres”. Com esta convicção, o presidente e CEO da Coca-Cola, Muhtar Kent, anunciou a 21 de setembro de 2010 em Nova Iorque, a iniciativa global 5by20. A Coca-Cola comprometeu-se na altura a ajudar cinco milhões de mulheres empreendedoras a romper as barreiras e a construir os seus negócios até 2020. Mulheres com preocupações de criar negócios ligados à cadeia de valor da Coca-Cola. Desde agricultores que cultivam frutas com que são produzidas as bebidas da Coca-Cola, a proprietários de bares ou lojas e artesãos que, com latas e garrafas recicladas fazem, por exemplo, joias em alumínio.

O 5by20 capacita mulheres através de programas de formação para o empreendedorismo, aconselhamento e apoio financeiro, bem como a rede de apoio entre as próprias mulheres, em colaboração com os governos, a sociedade civil e outras organizações. Os números são incontestáveis: as mulheres desempenham 66% do trabalho em todo o mundo, mas recebem apenas 10% das receitas, de acordo com a UNICEF.

No dia 22 de setembro de 2011 – um ano depois do anúncio de Kent – o 5by20 tomou um novo impulso: a Coca-Cola, através desta iniciativa, e as Nações Unidas, por meio do Plano Estratégico da ONU Mulheres, estabeleceu uma parceira global para promover o apoio económico para as mulheres. “Não nos podemos dar ao luxo de desperdiçar o potencial de metade da população do mundo”, disse Michelle Bachelet, então diretor executivo da ONU Mulheres.

865.000 mulheres têm participado no 5by20 da Coca-Cola desde 2010

 Desde o seu lançamento em 2010, o 5by20 beneficiou mais de 865.000 mulheres em mais de 52 países. Mulheres como Candy Ramirez, uma jovem de origem mexicana residente em Tucson (Estados Unidos), é hoje proprietária da pastelaria Candy’s Cakes & More. Apaixonada por doces, teve que colocar lado a sua paixão para se tornar uma mãe solteira, sendo uma adolescente e a cuidar da sua mãe, mas continuou a fazer bolos como passatempo para a sua família, amigos e conhecidos. A fama do requinte dos seus doces rapidamente se propagou até que começou a receber comissões de empresas locais, e Candy viu-se como futura proprietária. Em 2014 participou emAdelante, um dos programas do 5by20. Aí, recebeu formação para os seus negócios e inspiração de outras mulheres de êxito. O que ela é hoje. Podes ver os tutoriais e criações no Youtube e no Instagram e as suas receitas para as empreendedoras em#QueenBeeBaker

Outro exemplo é o da ugandesa Benedicta Nanyonga, também parte do programa 5by20. Mãe de cinco filhos, começou a recolher as palhinhas de plástico da fábrica de engarrafamento da Coca-Cola em Kampala, onde vive, e de outros lugares da cidade. Depois de classificá-las, limpá-las e pressioná-las, cosia-as para confecionar bolsas ou joias. Foi através destes artigos únicos e originais com que Benedicta conseguiu ganhar a vida. Posteriormente, decidiu ensinar a outras mulheres as suas habilidades de artesanato e o seu conhecimento dos negócios. Assim nasceu a cooperativa Kinawataka, que capacitou a mais de 700 mulheres marginalizadas em toda a Uganda, como mães solteiras, mulheres infetadas com HIV ou com alguma incapacidade. Com os ganhos para si próprias, conseguiram sustentar as suas famílias e pagar por cuidados de saúde.

Espanha, o país pioneiro da Europa a implantar o 5by20

Depois de uma bem-sucedida tour em mais de 50 países, o 5by20 chegou ao Reino Unido e Espanha – os pioneiros na implementação da iniciativa na Europa.

Kent tem visto cumpridas as suas expetativas em 2008 quando anunciou a criação a mais Centros de Micro-Distribuição (MDCSs, na sigla em inglês) em África. Uma rede independente de empresários que distribuem produtos da Coca-Cola para os retalhistas, muitas vezes de bicicleta ou em mão. Então comprometeu-se que metade de todos os novos MDCs fossem dirigidos por mulheres. Essa é a essência daquilo que hoje é o 5by20, uma iniciativa ambiciosa em que a Coca-Cola está a contribuir para um dos objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU 2030: “alcançar a igualdade de género e a autonomia das mulheres e meninas”.