A água é fundamental para a vida, toda a vida. É essencial para as pessoas, agricultura, produção de energia, negócios, plantas, animais, ecossistemas… Mas já ouviste falar no stress hídrico? Não? Nós explicamos: é onde não há água fresca ou limpa o suficiente quando se necessita; por outras palavras, é quando acontece uma deterioração da qualidade e quantidade de água doce. Fatores como o crescimento da população mundial, o desenvolvimento económico e as alterações climáticas estão a contribuir para o aparecimento deste fenómeno em cada vez mais locais.

Dada a presença global de Coca-Cola e o seu modelo de negócios, em que as bebidas são engarrafadas e vendidas localmente, a Companhia possui uma perspetiva muito ampla sobre o problema da água. Além do mais, Coca-Cola tem uma relação única com a água. É o elemento vital do negócio, essencial para o crescimento dos produtos agrícolas necessários para produzir as bebidas e para o processo de fabrico das mesmas.

Quando as fontes de água se tornam cada vez mais escassas, é porque a procura é maior do que a quantidade disponível ou porque a sua utilização é limitada pela sua baixa qualidade. Por isso, há que discutir o problema e ajudar a encontrar soluções.

Avaliações nas fábricas

Em 2015, Coca-Cola avaliou o risco de stress hídrico ao nível da fábrica e à escala global, examinando o funcionamento das instalações, as comunidades em que operam e o estado das bacias hidrográficas. As principais conclusões foram as seguintes: a maior fonte de risco (35%) provém da sustentabilidade das bacias hidrográficas; 27% tem que ver com a segurança de abastecimento; 18% relaciona-se com a eficiência e poupança; 11% com o contexto local e social e 9% com os controles internos e sistemas de gestão.

A estratégia global de água de Coca-Cola está desenhada para minimizar estes riscos potenciais através de diversas medidas, tais como uma maior eficiência no uso da água nas suas fábricas e na cadeia de ingredientes agrícolas para os seus produtos de abastecimento; a reutilização da água; o tratamento de águas residuais; a proteção de bacias hidrográficas; o aumento da sensibilização social ou da participação nas políticas sobre a água.

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Proteger os recursos hídricos

Com o objetivo de proteger e melhorar os recursos hídricos, as mais de 800 fábricas de engarrafamento de Coca-Cola localizadas em mais de 200 países contam com mecanismos para avaliar a vulnerabilidade das fontes de água. E como fazem isso? Através das denominadas Avaliações da Vulnerabilidade da Fonte (SVAs, na sigla em inglês).

Assim que as SVAs estão concluídas, cada fábrica desenvolve um Plano de Proteção de Fontes de Água (SWPP) para solucionar as carências ou deficiências detetadas nas avaliações. Uma tarefa em que normalmente se somam todos aqueles que dependem da mesma fonte de água numa determinada área, como os governos locais, a sociedade civil e outros intervenientes do setor privado, o que aumenta a transparência e melhora os resultados.

Além dos SVAs e SWPPs, o denominado Programa de Sustentabilidade de Recursos Hídricos exige a cada fábrica a formação do seu pessoal no que concerne à gestão dos recursos hídricos, entre os quais estão os responsáveis da fábrica ou os seus engenheiros. Também requer a manutenção e a atualização do plano a cinco anos ou mais cedo, dependendo das circunstâncias.

Até à data, o programa identificou mais de 3.700 “ações para a redução de riscos”, que depois passam a ser parte integrante dos SWPPs. Este último, como as avaliações da vulnerabilidade dos recursos hídricos, continuam a ser uma prioridade para Coca-Cola.

O objetivo é não só garantir a água necessária para a produção das bebidas e o crescimento do negócio, como gerir com respeito cada fábrica de maneira a que o meio ambiente seja preservado. Toda a água que cada fábrica utiliza vem de fontes de água locais que Coca-Cola compartilha com as comunidades vizinhas. Assim, o interesse especial que Coca-Cola tem em relação à água é muito mais que puramente comercial: trata-se de conservar um bem tão precioso e, no entanto, tão escasso.