Computadores pessoais, placas gráficas, suportes de grande capacidade como o DVD ou o Blu-ray… Todos são desenvolvimentos tecnológicos, fomentados pelo mundo dos videojogos que, nos dias de hoje, são componentes essenciais de muitas indústrias.

Enquanto jogava com o seu filho a um jogo de realidade aumentada, Michael Terrell, diretor de excelência operacional da Coca-Cola Refreshments, deu-se conta de que “podemos utilizar esta tecnologia nas nossas fábricas de engarrafamento”.

Toda a informação em resumo

Realidade aumentada
A realidade aumentada começou a ser testada em várias fábricas da Coca-Cola em todo o mundo

Ainda que semelhante à realidade virtual, a realidade aumentada é algo diferente. Enquanto a primeira substitui o mundo real por um mundo simulado pelo computador, a realidade aumentada, integra dados, imagens e vídeos no mundo real, através de óculos e de um ecrã inteligentes. Continuamos a ver a realidade, apesar de que com mais informação.

Assim, Terrell, que diariamente trabalha com o intuito de aplicar novas tecnologias que visem a redução de custos, a melhoria do controlo de qualidade e o aumento da eficiência na cadeia de fornecimento da Coca-Cola, viu aqui uma oportunidade. A realidade aumentada pode ser utilizada pelos técnicos, para que acedam a toda a informação de serviço e fornecimento, sem terem que deixar a função que estão a desempenhar, nem mesmo desviar o olhar.

Dito e feito. Através de uma colaboração com a Pristine, uma start-up de Austin, no Texas, a Coca-Cola está já a testar a aplicação de realidade aumentada em várias fábricas de engarrafamento. Um técnico equipado com uns óculos de realidade aumentada – semelhante aos Google Glass que todos recordamos – pode transmitir, em tempo real, o que está a ver e a ouvir a um especialista que se encontra qualquer parte do mundo, passando-lhe toda a informação necessária.

“A realidade aumentada é algo revolucionário. Estas são apenas as primeiras utilidades que esta tecnologia pode ter”.

Entre os dois, podem enfrentar os problemas ou mesmo prevê-los, assim como armazenar uma grande quantidade de dados sobre as diferentes situações criadas. Além disso, o técnico na fábrica pode ver através do vidro dos óculos todo o tipo de informação e indicações que o ajudem no seu trabalho.

Menos viagens, maior eficiência

“Somos uma equipa muito prática” afirma Terrell. “Gostávamos de poder estar em todas as fábricas, todos os dias. Agora já o conseguimos, pelo menos virtualmente”. Além disso, a tecnologia aumentada está a contribuir para a redução dos custos de deslocações dentro da empresa. 

“Já não necessitamos que a equipa da Alemanha, onde temos o maior fornecedor de maquinaria, se desloque à fábrica onde está o problema” afirma Helen Davis, VP of supply chain de Coca-Cola Refreshments. “Agora podem ver o que estamos a fazer, em tempo real, e ajudar-nos a diagnosticar e a solucionar os problemas sem sequer se deslocarem às fábricas. Isto permite-nos operar virtualmente, sem os encargos que supõem o tempo ou a distância”. 

Realidade aumentada
Um técnico com óculos de realidade aumentada retransmite o que está a ver e a ouvir a um especialista

Reconfigurar as máquinas de engarrafamento para as diferentes embalagens (por exemplo, trocar o engarrafamento de latas de 330 ml para garrafas de vidro de 250 ml) é um processo complexo. Terrell e a sua equipa estão a utilizar a realidade aumentada para reduzir o tempo de inatividade durante as alterações, impulsionando a produção. Em alguns casos, os técnicos da Coca-Cola estão também a utilizar a realidade aumentada para solucionar remotamente qualquer incidência com as máquinas de vending Coca-Cola Freestyle.

Terrell, que todas as semanas recebe chamadas de fábricas de engarrafamento que querem testar esta tecnologia, assegura que a realidade aumentada tem “infinitas possibilidades” no universo Coca-Cola.

“É algo revolucionário”, conclui. “Estas são apenas as primeiras utilidades que esta tecnologia pode ter”.

Este artigo é uma adaptação de Coca-Cola Journey Global