A música está presente no nosso quotidiano através de várias maneiras. Quer estejas no carro com a rádio ou com o teu CD preferido ou mesmo nos transportes públicos com os fones a ecoarem os álbuns que tens no teu telemóvel, a música desempenha um papel fundamental e é uma grande companhia para todos nós. Com ela, nunca nos sentimos sozinhos. Sem ela, é um grande vazio!

Mas conheces a sua origem? Não? Começamos por dizer-te que a história da música está repleta de incidentes, descobertas tardias, promessas falhadas e patentes quebradas. Se há uma indústria que morreu e renasceu dezenas de vezes, que exaltou estrelas incógnitas e que estrelou profetas do desconhecido, essa é a indústria da música. Uma coisa é certa: sem música a tua vida não seria a mesma!

É curioso como, com no decorrer dos anos, a música muda de formato e suporte, ainda que, no fundo, continue a preservar toda a sua essência. Sabias que também a Coca-Cola participou na revolução do mundo do som?           

Do relógio mecânico ao fonógrafo

Se queremos falar das primeiras gravações precisamos de voltar ao relógio musical, que na realidade se tratava de algo muito parecido a uma caixa de música. O primeiro foi criado por Nicholas Vallin, em 1598, e efetuava uma melodia a cada quatro horas. Dois séculos depois, Mozart compunha sinfonias num órgão mecânico.

A primeira gravação sonora vai surgir, por mero acaso, em 1857 com o francês Édouard-Léon Scott. O suporte cilíndrico conseguia recolher som mas era incapaz de o reproduzir.  

Do fonógrafo às primeiras gravações comerciais

Em 1877, Thomas Ava Edison criou o fonógrafo. Os primeiros protótipos apenas gravavam dois minutos de áudio e só conseguiam reproduzir o som meia centena de vezes. Mais tarde, foi melhorado com a utilização de materiais mais resistentes. Surge a empresa de sucesso Edison Records. De certeza que já ouviste falar!     

O avô do vinil

Em 1887, Emile Berliner inventa o gramofone. Ainda que a sua travessia tenha sido mais dura que a de Edison, com uma tiragem de milhares de cópias a partir do molde original, a sua máquina estava destinada ao sucesso.

Durante um par de décadas, Berliner e Edison foram lançando produtos melhorados e cada vez mais caros, com mais minutos de gravação e mais ciclos de reprodução. Mas o gramofone tinha uma vantagem em relação ao aparelho de Edison: a sua durabilidade. Sob esse mote, nasceu o vinil.     

Do tape deck de rolo…

Enquanto Edison se lançava aos discos de plástico e acetato, a Telefunken AEG fabricava o magnetofone K1. O primeiro êxito: podia gravar no momento e reproduzir de seguida, uma revolução tecnológica para a indústria da rádio.

O segundo êxito veio com a possibilidade de tornar a máquina mais silenciosa e com menos distorção. As gravações passaram a ser muito mais limpas, ideais para os estúdios profissionais. O vinil impôs-se como meio de reprodução e o magnetofone estandardizava a indústria da gravação graças à atitude de um novo género musical: o rock and roll, baby!   

… à cassete (e o Stereo 8)

A gravação oferecia cada vez mais possibilidades aos músicos e ainda estávamos a algumas décadas de distância em relação ao boom digital. A holandesa Philips popularizava a cassete compacta em 1964. Graças à sua facilidade de transporte a indústria discográfica ficou ao rubro, procurando tamanhos cada vez mais pequenos.

Todos os transportes públicos e as consolas de áudio passaram a incluir rádio-cassetes. Nascem também os miniDV para fotografia, o VHS para vídeo, a microcassete da Olympus e o enrolar a fita com uma caneta BIC. Ah, as memórias…

Chega o CD e o fenómeno Pop explode

O Compact Disc nasce em 1979 e espalha-se por todo o lado: é económico, pequeno e permite uma gravação até 74 minutos. Mas a era digital trouxe consigo a redução de bits. Ao reduzir a música em dados, é reduzida a sua margem de aleatoriedade, aquela tão perfeita imperfeição.

E se o magnetofone fez estourar o underground, o CD vai nascer com uma estreita ligação à música Pop. O primeiro álbum fabricado foi “The Visitors” dos ABBA (1983) e o primeiro a ser comercializado foi “52nd Street” de Billy Joel (1982).                 

A bolha digital

O MP3 foi criado em 1986, mas só em 1992 é que a Moving Picture Experts Group o aprovou. As patentes criaram verdadeiras fortunas aos seus criadores. Este aparelho veio revolucionar a forma de consumir música. De repente, tinhas acesso a bandas que nem sabias que existiam. A Internet fez o resto, derrubando as paredes da velha indústria.

Walman, Discam, iPod

O Walkman da Sony propagou o uso da cassete e o discman do CD. Mas e o iPod? O iPod foi apresentado em 2001 e o seu objetivo era simples: levar a música a qualquer parte!

A marca apostou numa forte diversificação de formatos para todos os tipos de perfis. Do nada, todos os runners do mundo usavam um iPod. Enquanto floresciam novos formatos digitais – AAC, M4A, WMA – apareciam novas batidas para reproduzires. A música tinha mudado de forma e, com ela, de mãos e lugares.

Holofonia, Dolby Atmos, som omnidirecional… o que haverá mais? Coca-Cola IMMEX!

A Dolby Atmos converteu-se no próximo passo. A tecnologia oferece um som envolvente real, um surround sem incoerências espaciais, um autêntico 3D! Mas para isso acontecer, são necessários imensos altifalantes posicionados de várias formas.

Pelo contrário, com uns simples auriculares stereo, consegues ouvir sons posicionados a 360º.  Para isso foi necessário criar uma espacialização sonora, a holofonia, criada por Hugo Zuccarelli, que permite escutar música desde qualquer ângulo. Se o MP3 reduzia a qualidade e exigência do ouvinte, esta nova tecnologia apostava precisamente no inverso: encontrar novas tonalidades na música.           

Uma das maiores inovações neste campo vem precisamente da Coca-Cola, que, em parceria com a Sony, criou o som IMMEX. Ao contrário da holofonia, esta tecnologia pode ser reproduzida sem a necessidade de hardware adicional.

O sistema “Coca-Cola IMMEX” transmite a sensação de estar a viver uma situação com um grau de realismo impressionante ao adicionar uma quarta dimensão: a experiência imersiva. Junta-lhe uns óculos de realidade virtual e estarás perante o nível máximo de realismo!

Se os discos de cera eram apenas um hábito, uma recordação de uma gravação perfeita, e os vinis transmitiam as cores dos instrumentos, então o sistema IMMEX diz-te onde está cada músico, fazendo-te sentir na sala de ensaio ou mesmo em plena sala de concertos, no verdadeiro núcleo da música. Qual será o próximo passo para o mundo da música? Não sabemos, mas aguardamos ansiosamente por o testemunhar!