A escrita à mão hoje em dia é cada vez menos comum porque os ecrãs começam a substituir o papel e o caderno.

Dizem os especialistas que passar os pensamentos para o papel permite um maior conhecimento da ortografia, uma maior fluidez de ideias, uma maior compreensão daquilo/ do que se ouve e, para além disso, potencia a memória. Mas, para além destas vantagens, é um ato que tem uma certa magia, não achas?

A caneta para textos especiais

“Os textos são como as fotos de um álbum. Consegues ver, ter, tocar. Podes consultar, repensar e retomar”, como disse a professora Sara Medrano, professora de Pau Martínez, vencedor da última edição do Concurso de Jovens Talentos em Espanha – uma iniciativa que promove a escrita dos jovens.

A Andrea Moldes, vencedora do concurso em Navarra, ganhou uma caneta no ano passado em memória de um workshop em que participou. Como adorava escrever, começou a utilizá-la. “Agora, uso-a para ocasiões especiais, como para escrever poemas para a minha avó”. No entanto, admite preferir o computador para redigir os textos escolares. “O problema é que é muito difícil encontrar lojas que vendam tinteiros e canetas como esta”, reclama.

Mario Muñoz, galardoado pelo segundo prémio, assegurou que “escrever à mão permite que me surjam mais ideias e histórias”. Algo que também acontece com Sofía Santos, que ganhou o terceiro prémio. Apesar disso, prefere o computador. “É mais rápido e os textos não ocupam espaço”. 

Todas as palavras com todas as letras

A jornalista Blanca Berasategui, membro do júri do concurso há mais de dez anos, acredita que devemos cultivar a escrita porque, entre outras coisas, “ao fazê-lo, colocamos todas as palavras com todas as letras, algo que não acontece com os dispositivos móveis que utilizamos todos os dias”.